Mudando de novo! Uma amiga, a Paulinha, disse que não consegue visualizar o meu blog. Acesso não permitido. Não sei se isso está acontecendo também com outras pessoas, então...vamos lá ao http://brasilespanha.weblogger.com.br .

 Escrito por Fernanda Jimenez às 16h32
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Eu estou muito triste. Triste é pouco. Estou deprimida, angustiada, preocupada.

A Laurinha está com infecção no ouvido, secreção no peito. Nada demais se ela tomasse o antibiótico direitinho. O problema é que não toma direito, cospe, vomita-  e esse tipo de droga tem que ser na dose certa pra fazer efeito. Começou a tomar hoje e cuspiu uma parte. Amanhã de manhã se acontecer o mesmo vai ter que tomar injeção por 10 dias.

Eu estou esgotada. De verdade. Essa coisa dela não dormir, não se alimentar bem, vomitat por causa do refluxo tem me estafado. Um ano desse jeito, preocupada sempre. Cansei. Hoje me sinto incapaz, inútil, cansada. Quero fugir do problema e não posso. Quero descansar e não posso. Quero dormir e não posso. Eu amo a minha filha e tenho medo de perdê- la. Não consigo dominar esse sentimento ruim. Sempre quando ela fica doente é a mesma coisa. E como eu ando no meu limite de resistência pelo longo tempo sem descansar, algo a mais me derruba.

Hoje chorei muito. Mas o que adianta chorar? A longa noite me espera. Acordada enquanto a maioria dorme ou se diverte. E eu que sonho em só poder dormir uma noite inteira, poder dar uma comida pra Laura sem ter medo dela vomitar tudo.

Eu sou fraca sim. Tem gente que tira isso tudo de letra. Eu não. Sem dormir eu não funciono bem. Minhas idéias e sentimentos entram em conflito, uma confusão enorme. E ainda sinto dor- de- cabeça e enjôo.

Hoje levei a Laura numa médica diferente que receitou outro remédio para o refluxo, contra azia, pra ver se ela dorme mais à noite. Tomara que dê certo. Se não der, não sei como vou ficar. Não aguento mais.

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 20h35
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Sobre o tema do post passado, o que não tem solução, remediado está. Uma aluna me contou um caso brabo, mas que eu não podia fazer nada. Como disse, era caso de polícia, não de professora.

Aqui em casa todos gripados. Onda geral de gripe na cidade. A Laurinha com tosse e o nariz escorrendo. Primeira vez que fica desse jeito...uma peninha que me dá. Ela odeia tomar remédio. Vomita. É terrível, um dilema.

O meu cunhado já vai embora domingo que vem. Adorou Salvador e principalmente as mulheres baianas...acho que ele viu " o que é que a baiana tem". Disse que não achou nada violento como eu dizia ( eu dei mil recomendações antes dele sair pela noite e na micareta) e que na Espanha ele viu muitas brigas em discotecas e festas, e que aqui não viu nenhuma. Bem, acho que teve sorte.

O Toni está já com carteira de trabalho, curriculuns mandados e espera. Nada mais a fazer. Já caminhamos para os sete meses de Brasil. Já me sinto enraizando aqui de novo, sem vontade de sair daqui, mas sei que isso pode não ser definitivo. Não sei se ele se conformaria só em ser " dono de casa". Acho que não. Se não conseguir trabalho...bem, nem quero pensar nisso agora. O futuro nos dirá. Me sinto bem aqui, em casa e tranquila. A Laura tem o carinho dos meus pais, que a cuidam muitas vezes quando vou ao trabalho. Não existem pessoas melhores no mundo para cuidar dela ( fora eu, claro...rss).

Sinceramente? Os costumes higiênicos, digamos assim, dos europeus em geral, não são muito do meu agrado. Sem citar nomes, mas eu conhecia gente que não tomava banho todos os dias, muito menos escovava os dentes. Desodorante e talquinho para os pés passavam longe. Aliás, chulé não entra em sapatos limpos. Por aí vai...Não sei se gostaria de ver a minha filha no meio de porquinhos...rs. Bem, brincadeira séria.

E quando penso numa futura volta, me dá...digamos...repulsa. Imaginar voltar a viver no meio da fumaça de cigarro....agrh... Coisa inevitável já que os espanhóis fumam mais do que comem. E olha que comem muito. Eu odeioooo cigarro!

Ah, nem quero pensar. O que tiver que ser...

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 22h12
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Caso de Polícia

O que fazer quando os problemas dos alunos deixam de ser os típicos de escola e passam a ser caso de polícia? Calar ou enfrentar, mesmo colocando a sua vida em risco?

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 23h24
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Laura 1 aninho!!!

A minha filha se comportou como uma mocinha. Nada de choro, cara feia. Adorou a festinha! Fizemos em casa mesmo e foi melhor, porque assim que ela ficou cansada, a levei para o seu quarto e ela pôde descansar e dormir.

Correu tudo muito bem, tudo em paz e com muita alegria.

Embaixo algumas fotos ( que não saíram muito boas).

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 13h39
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 Escrito por Fernanda Jimenez às 13h36
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 Escrito por Fernanda Jimenez às 13h35
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 Escrito por Fernanda Jimenez às 13h34
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 Escrito por Fernanda Jimenez às 13h33
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 Escrito por Fernanda Jimenez às 13h31
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Laurinha, celebridade....

Hoje mais cansada que ontem... como se ainda fosse possível.

A Laura está bem, resfriadinha, mas pinotando pra lá e pra cá! que energia tem as crianças!

E eu ansiosa pelo dia de amanhã. É engraçado como fica passando um filme na cabeça. Eu lembro de todos os detalhes, de todas as emoções que senti há exatamente um ano. No dia 07 de maio de 2003, eu tinha perdido um pouco de líquido e o Toni ainda brincou dizendo que deveria ser xixi. Mas eu sabia que estava perto. E assim foi. Assistindo " Crónicas marcianas", a bolsa rompeu, uma da manhã. Eu chacoalhei o Toni que dormia, " não te disse?! Agora é verdade!" . Fui ao quarto em que a minha mãe dormia e tentei aparentar tranquilidade, " mão, chegou a hora..." Ela deu um pulo da cama. Tomei um banho e eu lembro que me sentia pesada, o corpo tremia inteiro. Acho que era medo, " e agora?". E agora que eu não imagina que iria ficar 20 horas esperando a Laura nascer, no corredor, numa maca estreita e sozinha.A minha mãe disse que a espera foi terrível e eu pensava nela, " deve estar agoniada!". O parto difícil, normal, forçado, me deixou muito fraca, muito sangue perdido, resultado: 3 transfusões de sangue.Eu mal consegui segurar a minha filha depois do parto. Nos deixaram sozinhas no corredor, ela em cima de mim e eu com medo de derrubá- la naquela maca estreita e eu estava tonta. Pedi à uma enfermeira que passava para segurá- la. Levaram a Laura e eu me senti mal por não conseguir ficar com ela. me levaram pra uma sala, a minha pressão estava muito baixa. Se eu não reclamasse ninguém iria saber já que ninguém me deu nenhuma assistência, nem durante e nem depois do parto. A minha filha nasceu na raça.Não era para ter sido desse jeito. Sem contração, sem dilatação, o bebê muito grande, era para ter sido cesárea. Mas não me examinaram, não me fizeram nem um ultrassom pra saber se havia algum problema.

Depois de esperar um tempo, conseguimos um quarto. Eu sentia muito medo, me perguntava " e agora?! eu me sinto tão mal, será que vou conseguir tomar conta da Laura?!" E veio a amamentação. Uma dor dilacerante, literalmente. Os meus seios sangraram, mas eu não desisti de amamentar. Uma enfermeira quis me dar um comprimido para secar o meu leite, quando me via chorar de dor. Eu disse que não, que aguentava. A gente aguenta sim. Mãe aguenta qualquer coisa pra ver o bem do filho. Eu estava com anemia e a amamentação gasta muita energia, 700 calorias a princípio. Eu comia sem vontade só pra poder amamentar. Eu olhava a minha filha no berço e me dava vontade de chorar, " como você vai ficar com uma mamãe tão fraca?".

Eu não consegui sair com a minha filha nos braços da maternidade. Deixei essa honra pra minha mãe. Minhas pernas ainda tremiam muito. E eu pensava, " mas todo mundo diz que parto normal é melhor...rái ai!". Era uma mistura de tristeza e alegria. Era um dia de sol lindo e eu falei pra Laura " tá vendo filha, esse é o mundo! é cheio de luz e é aqui que você vai brilhar!

E a minha Estrelinha brilha, brilha muito. É fofa, carinhosa, tem o gênio forte, inteligente e tudo isso já percebi nesse um ano de convivência. A Laura tira o sarro da minha cara já tão pequena pode?! Ela é muito engraçada!

No trabalho, no trânsito, na fila do banco, esqueço do que estou fazendo e me distraio pensando nas gracinhas da Laura. Sinto uma saudade tão grande que me dá vontade de voltar correndo pra casa. Quando eu chego, ela me abraça, encosta a cabecinha no meu ombro, me aperta forte e fala " mama", como se também tivesse sentindo muitas saudades de mim. Isso não tem preço.

Amanhã pra mim realmente é dia de celebração. Estar viva e com a minha filha perfeita é o melhor que eu poderia ter depois do susto do parto. Eu nunca achei que não fosse conseguir lá no hospital, apesar da parteira ( é parteira, nem acompanhamento de um médico de verdade eu tive) ter me falado ao contrário. Eu consegui. Por essa e outras eu não acredito em muitas coisas que me falam. Prefiro a minha intuição.

Amanhã esse filme vai estar mais presente na minha cabeça. A maioria das pessoas, eu sei, vem pela festa, pelos doces, normal. Mas para mim é como se fosse um dia sagrado. Tem gente que não dá muita importância pra aniversários. Mas como não dar importância pro início da vida, onde tudo começou?

Depois eu conto como foi. Eu guardo um pedaço de bolo pra vocês! Um beijo amigos...

 

 Detalhe: a mocinha já tem mais dois dentes.

 

 

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 23h35
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A Laurinha tá gripada às vésperas do seu primeiro aninho. Engraçado que a maioria das mães que conheço me falam que os seus filhos estavam doentes na festa de 1º ano. Inclusive o meu irmão. Além da mudança brusca de temperatura que teve aqui na Bahia, com um monte de vírus solto, também estão nascendo vários dentes nela. Tadinha da minha filha...

Eu não ando bem. Ando tão cansada que sinto vontade de chorar. Mas não é só cansaço físico. Ando cansada da rotina, de problemas reincidentes e do excesso de responsabilidade. A falta de descanso faz tudo ficar pior. Nessa madrugada, fui pegar a Laura no berço, pois ela estava tendo um pesadelo, chorando dormindo, fiquei com pena e fui consolá- la. Só que no escuro, a sonolência e um chinelo me provocaram um desequilíbrio e, inevitavelmente, comprovei que do chão não passo. A Laura no meu colo e ela chorou alto do susto. Eu fiquei gelada pensando que ela teria batido a cabeça. Não, graças a Deus, eu a segurei sob o meu corpo e como não tinha como me apoiar com as mãos ganhei alguns hematomas. Mãe sonolenta é um perigo.

Desde as 5 da manhã de pé. O dia inteiro de trabalho fora e em casa. Mas ainda não terminou, daqui a pouco saio para dar mais 5 aulas. Hoje é um dos dias que o meu dia só acaba amanhã.

Não foi assim que eu planejei, não mesmo. Nos meus planos, eu me via feliz, meu marido trabalhando, eu trabalhando meio período pra ficar mais tempo com a Laura, uma empregada fazendo os serviços de casa, minha mãe tomando conta da Laura enquanto eu estava fora junto com uma babá. Meu marido continua desempregado e não quer ninguém aqui em casa ajudando " para não tirar a privacidade". Eu trabalho mais do que deveria, ando morta e triste porque não posso mudar nada.

Parece que um bichinho está corroendo a minha vida, tá doendo. Engraçado que me sinto sempre assim quando a Laura fica doente. É só tristeza gente, acho.

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 19h05
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Preparativos para a festa da Laura no próximo sábado, dia 08. Domingo que vem o meu primeiro Dia das Mães oficial! O do ano passado a Laurinha ainda estava na barriga.

A festa terá a turma do Baby Disney como tema. Hoje ela já ganhou dois presentes: um carro ( seu primeiro carro!), do tio Dani e um velotrol da vovó.

O meu blog anda meio abandonado. Ando sendo uma má vizinha, pois não visito os blogs da vizinhança e nem mesmo ando retribuindo as visitas de quem vem sempre por aqui. Ultimamente o meu blog tem servido somente para fazer alguns registros da minha vida. Assim deixo marcos no tempo, já que tenho péssima memória. Sei que no futuro irei ler os textos e irei lembrar de muita coisa. Por isso não abandono. Acho mesmo que o fundamental do blog é isso, esse registro, função de diário mesmo.

Tá dito.



 Escrito por Fernanda Jimenez às 18h13
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Faço jus ao velho dizer " não tenho tempo". Meus dias voam. Hoje foi um dos muitos dias cheios: aniversário de casamento dos meus pais ( 36 anos), aniversário do meu irmão ( 12 anos).

Inventei de fazer uma festinha surpresa pro meu irmão. Providenciar bolo, doces, salgados, presentes tudo assim meio de última hora.  Como o aniversário da Laura é sábado que vem, achei que ele poderia ficar enciumado se no dele não tivesse nada.

Churrasco no almoço e no fim da tarde a festinha. Festa em família, daquelas que a gente brinca, literalmente, de estourar os balãos com o traseiro e tal, paga mico e nem liga, coisas bobas, mas muito divertidas que me fizeram sentir com 10 anos de novo.

Depois da festa fomos ao parque de diversões. Mais algumas boas risadas no carro elétrico e no carrossel, eu completamente tonta segurando a Laura que se divertiu pra caramba. Algodão- doce e cachorro- quente. Às favas calorias!

A minha pequena está linda! Engraçada, se divertiu muito tanto na festa quanto no parque. Assoprou na hora de apagar as velas. Acho que vai curtir muito a sua festa sábado que vem.

Estou aqui cansada, mas feliz. Tenho ainda uma pilha de provas pra corrigir aqui na minha frente, roupas que daqui a pouco saem da máquina para serem estendidas, algumas outras para passar. Acho que o meu domingo só acabará amanhã.

Um beijão para as minhas amigas e amigos, que não são muitos agora  como na época do Barcelona, mas que são fiéis e verdadeiros e isso é que me importa.

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 22h04
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Ontem, 28 de abril de 2004, a minha filha andou sozinha!!! De mim pro pai, do pai pra mim, sem segurar em nada e várias vezes! hehehehe

Foi muitoooo emocionante e lindo! Ela ria, dava gargalhadas, acho que não pelo grande feito, mas pelo nosso espanto e alegria.

M A R A V I L H O S O ! ! !

 



 Escrito por Fernanda Jimenez às 23h42
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